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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Privilégio do mar


Privilégio do mar

Carlos Drummond de Andrade


Neste terraço mediocramente confortável,
bebemos cerveja e olhamos o mar.
Sabemos que nada nos acontecerá.

O edifício é sólido e o mundo também.

Sabemos que cada edifício abriga mil corpos
labutando em mil compartimentos iguais.
Às vezes, alguns se inserem fatigados no elevador
e vem cá em cima respirar a brisa do oceano,
o que é privilégio dos edifícios.

O mundo é mesmo de cimento armado.

Certamente, se houvesse um cruzador louco,
fundeado na baia em frente da cidade,
a vida seria incerta...improvável...

Mas nas águas tranquilas só há marinheiros fiéis.
Como a esquadra é cordial!
Podemos beber honradamente a nossa cerveja.



E falando em mar....

uma lata pintada com motivos marinhos...


Apresento a frente da lata.....


A tampa...


detalhes....farol...


ajuda...se precisar...embora esta viagem seja muito segura....

um outro farol ....

aliás ,acho os faróis cheio de significados....

isolados a avistar soberanamente o mar...

protetor...

nas laterais...casinhas...

outra lateral

barquinho mansamente nas águas.... vai...

opa...achamos uma estrela do mar.....

outro barquinho...este parece mais veloz...Ou é impressão?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sapo cururu na beira do rio.....

Foto:Magnus Rosendahl
"...a solidão em si é muito relativa. Uma pessoa que tem hábitos intelectuais ou artísticos, uma pessoa que gosta de música,uma pessoa que gosta de ler nunca está sozinha. Ela terá sempre uma companhia: a companhia imensa de todos os artistas, todos os escritores que ela ama, ao longo dos séculos."

Carlos Drummond de Andrade.


Bom para lembrar bons tempos de infância, vamos ver quem se lembra dessa!
Sapo cururu
na beira do rio
Quando sapo canta, ó maninha,
é porque está com frio...
Olha quanto sapo!
Olha quanto gia!
Na beira do rio, ó maninha,
fazendo folia...
Sapateiro novo
fazei um sapato
de couro macio, ó maninha,
pra dançar o sapo.
A mulher do sapo
já foi lá prá dentro
Aprontar os doces, ó maninha,
para o casamento.
Sapo cururu
ele já morreu...
Se jogou no mato, ó maninha,
bicho já comeu !
Sapo cururu
diz que quer casar
com uma moreninha
que saiba gomar.
Sapo cururu
entre cá prá dentro
Venha ver os doces
do seu casamento.
Sapo cururu,
da beira do rio,
quanto sapo canta, ó maninha,
diz que está com frio.
Amigas, sapo mesmo, só gosto nessas musiquinhas de minha infância e nesses adesivos,mas ao vivo e a cores não me atraem nem um pouco!

Estes são simpáticos, alegres, matreiros.....
E nas latinhas...quantas coisinhas dá prá guardar...esconder....esquecer...e depois... lembrar